Pracialidade
Ao percorrer os caminhos que me leva á Praça Brasil no Centro de Paraúna, pude perceber uma série de encantos e desencantos que habitam no sembrante das pessoas que frequentam a praça.Ali encontrei pessoas de bem com a vida, outras amarguradas e carrancudas, outros, em pleno horário de almoço, já estavam bem embriagados.
Percebi então que a praça não é um local só para descontrair e ver a vida passar devagarinho, enquanto observamos a vida alheia passando.
Ali, o bêbado, mesmo em sua embriaguez está carente de um abraço, e que a coletadora de imagens se recusou a abraçá-lo.
Que naquela praça, uma senhora de cabelos grisalhos, solitária, traça planos para um futuro incerto, isso porque ela acredita que para ela o futuro pode não chegar.
Encontrei moto-táxi encantado com o fato de sua imagem ser levada para Universidade Federal, pede para ver as fotos, eu mostro, e ele não satisfeito como que viu, pede para tirar de novo, mais de perto, aprova o resultado, atende o telefone e sai rapidinho para cumprir sua lida.
Na praça há pessoas desconfiando de tudo, peço autorização verbal para fotografar, isso não foi concedido enquanto não falei com o proprietário, realmente, até para se trabalhar na praça, é preciso que se disponha de tempo, porque a atividade na praça é um tanto preguiçosa.
Diante de uma intensa observação, pude perceber que a praça é parte de um contexto social que permite uma série de relações, onde em sua maioria de frequentadores, nem percebem o que porventura o(s) outro(s) estejam passando.
É sabido também que mesmo estando sozinho(a) na praça, é possível estabelecer um diálogo consigo mesmo, onde você é protagonista de um filme imaginário que as pessoas só poderão participar como coadjuvantes, se estiverem bem próximas no momento da idealização do mesmo.










.jpg)





Nenhum comentário:
Postar um comentário