Universidade Federal de Goiás.
Faculdade de Artes Visuais.
PARFOR
Disciplina: Ateliê de Estéticas
Urbanas.
Acadêmica:
Shirlene Alves da Costa.
ROTEIRO REFLEXIVO.
“ INTEVALOS / RESPIRO / PEQUENOS DESLOCAMENTOS”.
Dia 01
Os saberes sim, foram construídos, e percebi
que muitos dos pré – julgamentos que fiz da Praça e de seus freqüentadores,
foram simplesmente um equívoco de minha parte. Só depois de ter sentado em um
banco da Praça, conversado com as pessoas que ali estavam ou passavam por lá,
pude perceber o real valor daquele lugar. Um fato interessante que me ocorreu,
foi que algumas pessoas ficaram surpresas ao me verem sentada na Praça. Essas
pessoas sempre me viram como uma pessoa que nunca teve tempo pra jogar conversa
fora, e derrepente eu me encontrava ali, batendo papo com todo mundo. Isso
serviu para mudar não só a minha visão sobre a Praça, mas também a visão das
pessoas sobre mim.
Dia 02
Eu realmente
fiquei surpresa, ao conversar com as pessoas sobre a Praça e seus encantos! As
pessoas que freqüentam-na constantemente, simplesmente não conseguem se
imaginar longe daquele lugar, elas precisam estar ali para se sentirem vivas, tudo
ali faz parte de suas vidas. Uma das pessoas que entrevistei, me falou do
significado da Praça em sua vida de maneira bem simples: É aqui que conversamos
com os amigos, observamos tudo que se passa, falamos sobre política, que é uma
questão que tem preocupado todo mundo, o país está atravessando uma crise nesse
momento... É aqui que esquecemos a tristeza! Percebi então que a Praça oferece
mesmo, uma seção de terapia, uma vez que as pessoas estão exauridas de todos os
conflitos vivenciados pela sociedade.
Dia 03
Minha experiência in-loco só veio consolidar
as questões metodológicas até então analisadas, discutidas, contestadas ou
aprovadas durante esse percurso, a experiência então vivida por mim, foi impar!
Eu realmente acreditava que a Praça era um lugar de pessoas desocupadas, e que
passavam o tempo fofocando e observando a vida alheia. Depois que sentei no
Banco, percebi que essa minha visão muda completamente de figura!! A Praça é
lugar de pessoas curtirem amizades, relembrarem os velhos tempos, falarem dos
diversos assuntos e até mesmo curtirem sua solidão. Percebi que a teoria ficou
um pouquinho distante da prática, esta sim nos fazem pensar e repensar sobre os
conceitos que formulamos e reformulamos erroneamente.
Dia 04
Sim este processo defragou ações coletivas,
caso não houvesse, seria impossível realizar essa pesquisa etnorafica. As
pessoas que estavam na Praça me auxiliaram, as pessoas que passavam pela Praça
também. Umas não queriam conversa, mas ficaram observando de longe... Os motos –taxi
me fizeram relatos e autorizaram fazer fotos, os dois amigos me concederam
entrevistas, pontuando sobre suas experiências na Praça, a estudante que estava
passando , pedi para tirar algulmas fotos, ela gentimente me atendeu, o
barraqueiro dos cocos, o da banca de variedades domesticas. Enfim, sem a
colaboração dessas pessoas, eu não estaria aqui hoje fazendo este registro.
Dia 05
Essa imagem representa minha satisfação em
participar deste processo de investigação, e só a partir de então, foi que comecei
a ver a Praça com os melhor olhos de seus freqüentadores, ou melhor, de maneira
mais justa e respeitadora.
Dia:06
Apresentei o Blog á garota Samara e ela fez o seguinte comentário: Achei bastante interessante e criativa a construção deste Blog, descobri muitas coisas que na verdade eu nem sabia, e olha que sou moradora da cidade, e foi preciso uma pessoa que também mora na cidade , só que estuda sobre este espaço, para mostrar o que é e como funciona a vivência neste espaço que nos é tão familiar e tão desconhecido ao mesmo tempo. A linguagem é clara e traz informações consistente sobre esse processo de investigação, segundo a estudante Shirlene me informou pessoalmente e também percebi analisando o Blog. Obrigada Shirlene pelo convite.
Apresentei o Blog á garota Samara e ela fez o seguinte comentário: Achei bastante interessante e criativa a construção deste Blog, descobri muitas coisas que na verdade eu nem sabia, e olha que sou moradora da cidade, e foi preciso uma pessoa que também mora na cidade , só que estuda sobre este espaço, para mostrar o que é e como funciona a vivência neste espaço que nos é tão familiar e tão desconhecido ao mesmo tempo. A linguagem é clara e traz informações consistente sobre esse processo de investigação, segundo a estudante Shirlene me informou pessoalmente e também percebi analisando o Blog. Obrigada Shirlene pelo convite.
Dia 07
Se esta disciplina fosse ter seqüência, eu
proporia um processo investigativo mais consistente, onde um número maior de
pessoas pudessem ser observadas, que houvesse registros durante toda a semana,
e não registros esporádicos, pois de acordo com os dias da semana, o público freqüentador
da praça muda, as atividades ali realizadas mudam, o contexto histórico conseqüentemente
vai mudar. Diante disso, teria como proposta, levar ao conhecimento de todos, os
registros feitos naquele local e colhessem as observações e críticas por parte
das pessoas que fazem parte da comunidade, estão inseridas naquele contexto “Praça”
e que desconhecem o que ocorrem ali, assim como eu e a garota Samara, que
ficamos surpresas com o que vivenciamos.
















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