domingo, 31 de maio de 2015



Universidade Federal de Goiás.
Faculdade de Artes Visuais.
PARFOR
Disciplina: Ateliê de Estéticas Urbanas.
Acadêmica: Shirlene Alves da Costa.

ROTEIRO REFLEXIVO.
“ INTEVALOS / RESPIRO / PEQUENOS DESLOCAMENTOS”.

Dia 01

 Os saberes sim, foram construídos, e percebi que muitos dos pré – julgamentos que fiz da Praça e de seus freqüentadores, foram simplesmente um equívoco de minha parte. Só depois de ter sentado em um banco da Praça, conversado com as pessoas que ali estavam ou passavam por lá, pude perceber o real valor daquele lugar. Um fato interessante que me ocorreu, foi que algumas pessoas ficaram surpresas ao me verem sentada na Praça. Essas pessoas sempre me viram como uma pessoa que nunca teve tempo pra jogar conversa fora, e derrepente eu me encontrava ali, batendo papo com todo mundo. Isso serviu para mudar não só a minha visão sobre a Praça, mas também a visão das pessoas sobre mim.



Dia 02
  Eu realmente fiquei surpresa, ao conversar com as pessoas sobre a Praça e seus encantos! As pessoas que freqüentam-na constantemente, simplesmente não conseguem se imaginar longe daquele lugar, elas precisam estar ali para se sentirem vivas, tudo ali faz parte de suas vidas. Uma das pessoas que entrevistei, me falou do significado da Praça em sua vida de maneira bem simples: É aqui que conversamos com os amigos, observamos tudo que se passa, falamos sobre política, que é uma questão que tem preocupado todo mundo, o país está atravessando uma crise nesse momento... É aqui que esquecemos a tristeza! Percebi então que a Praça oferece mesmo, uma seção de terapia, uma vez que as pessoas estão exauridas de todos os conflitos vivenciados pela sociedade.


Dia 03
 Minha experiência in-loco só veio consolidar as questões metodológicas até então analisadas, discutidas, contestadas ou aprovadas durante esse percurso, a experiência então vivida por mim, foi impar! Eu realmente acreditava que a Praça era um lugar de pessoas desocupadas, e que passavam o tempo fofocando e observando a vida alheia. Depois que sentei no Banco, percebi que essa minha visão muda completamente de figura!! A Praça é lugar de pessoas curtirem amizades, relembrarem os velhos tempos, falarem dos diversos assuntos e até mesmo curtirem sua solidão. Percebi que a teoria ficou um pouquinho distante da prática, esta sim nos fazem pensar e repensar sobre os conceitos que formulamos e reformulamos erroneamente.



Dia 04
 Sim este processo defragou ações coletivas, caso não houvesse, seria impossível realizar essa pesquisa etnorafica. As pessoas que estavam na Praça me auxiliaram, as pessoas que passavam pela Praça também. Umas não queriam conversa, mas ficaram observando de longe... Os motos –taxi me fizeram relatos e autorizaram fazer fotos, os dois amigos me concederam entrevistas, pontuando sobre suas experiências na Praça, a estudante que estava passando , pedi para tirar algulmas fotos, ela gentimente me atendeu, o barraqueiro dos cocos, o da banca de variedades domesticas. Enfim, sem a colaboração dessas pessoas, eu não estaria aqui hoje fazendo este registro.


Dia 05
 Essa imagem representa minha satisfação em participar deste processo de investigação, e só a partir de então, foi que comecei a ver a Praça com os melhor olhos de seus freqüentadores, ou melhor, de maneira mais justa e respeitadora.



Dia:06
  Apresentei o Blog á garota Samara e ela fez o seguinte comentário: Achei bastante interessante e criativa a construção deste Blog, descobri muitas coisas que na verdade eu nem sabia, e olha que sou moradora da cidade, e foi preciso uma pessoa que também mora na cidade , só que estuda sobre este espaço, para mostrar o que é e como funciona a vivência neste espaço que nos é tão familiar e tão desconhecido ao mesmo tempo. A linguagem é clara e traz informações consistente sobre esse processo de investigação, segundo a estudante Shirlene me informou pessoalmente e também percebi analisando o Blog. Obrigada Shirlene pelo convite.



Dia 07
 Se esta disciplina fosse ter seqüência, eu proporia um processo investigativo mais consistente, onde um número maior de pessoas pudessem ser observadas, que houvesse registros durante toda a semana, e não registros esporádicos, pois de acordo com os dias da semana, o público freqüentador da praça muda, as atividades ali realizadas mudam, o contexto histórico conseqüentemente vai mudar. Diante disso, teria como proposta, levar ao conhecimento de todos, os registros feitos naquele local e colhessem as observações e críticas por parte das pessoas que fazem parte da comunidade, estão inseridas naquele contexto “Praça” e que desconhecem o que ocorrem ali, assim como eu e a garota Samara, que ficamos surpresas com o que vivenciamos.

segunda-feira, 6 de abril de 2015





















Pracialidade

Ao percorrer os caminhos que me leva á Praça Brasil no Centro de Paraúna, pude perceber uma série de encantos e desencantos que habitam no sembrante das pessoas que frequentam a praça.
Ali encontrei pessoas de bem com a vida, outras amarguradas e carrancudas, outros, em pleno horário de almoço, já estavam bem embriagados.
Percebi então que a praça não é um local só para descontrair e ver a vida passar devagarinho, enquanto observamos a vida alheia passando.
Ali, o bêbado, mesmo em sua embriaguez está carente de um abraço, e que a coletadora de imagens se recusou a abraçá-lo.
Que naquela praça, uma senhora de cabelos grisalhos, solitária, traça planos para um futuro incerto, isso porque ela acredita que para ela o futuro pode não chegar.
Encontrei moto-táxi encantado com o fato de sua imagem ser levada para Universidade Federal, pede para ver as fotos, eu mostro, e ele não satisfeito como que viu, pede para tirar de novo, mais de perto, aprova o resultado, atende o telefone e sai rapidinho para cumprir sua lida.
Na praça há pessoas desconfiando de tudo, peço autorização verbal para fotografar, isso não foi concedido enquanto não falei com o proprietário, realmente, até para se trabalhar na praça, é preciso que se disponha de tempo, porque a atividade na praça é um tanto preguiçosa.
Diante de uma intensa observação, pude perceber que a praça é parte de um contexto social que permite uma série de relações, onde em sua maioria de frequentadores, nem percebem o que porventura o(s) outro(s) estejam passando.
É sabido também que mesmo estando sozinho(a) na praça, é possível estabelecer um diálogo consigo mesmo, onde você é protagonista de um filme imaginário que as pessoas só poderão participar como coadjuvantes, se estiverem bem próximas no momento da idealização do mesmo.

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